1. Deus tirou Israel do Egito para fazer dele reino de sacerdotes e nação santa, Sua propriedade peculiar. Ao assumir o comando desse povo, Deus lhe deu os Dez Mandamentos. A lei é o testemunho de Deus, pois revela Sua natureza: zelo, santidade, amor, justiça, verdade e pureza. Sua essência é o amor a Deus e ao próximo, do qual derivam todos os mandamentos. Cristo, como a Palavra, é a expressão de Deus. Portanto, quem deseja conhecê-Lo deve voltar-se para Cristo (Êx 6:7; 19:5; 20:1-2; Jo 1:1, 18; Cl 1:15).
2. Deus resgatou Seu povo pelo sangue do cordeiro pascal e o livrou de Faraó e seu exército na travessia do Mar Vermelho. Da mesma maneira, a cruz de Cristo nos separou do mundo, e agora pertencemos ao Senhor. Pela fé em Cristo e por Sua graça, tornamo-nos filhos de Deus e fomos incluídos em Seu povo. Como Sua propriedade exclusiva, não devemos ter nem adorar outros deuses. Nosso amor e nossas forças devem estar voltados para o reino de Deus, sem que outras coisas dividam nossa atenção. Precisamos gravar Sua Palavra no coração, amá-Lo e colocá-Lo em primeiro lugar (Êx 6:7; 20:2-3; Gl 3:23-26; Jr 2:2-3, 11-13; 31:31-33).
3. O terceiro mandamento proíbe tomar o nome do Senhor em vão. Isso não significa apenas invocá-Lo sem realidade, mas também alerta contra os falsos profetas, que usam Seu nome para aparentar espiritualidade e conhecimento bíblico, buscando elevar-se sobre os outros. Para Deus, o que importa é a realidade e a prática de Sua vontade. Devemos ser sinceros diante Dele e de nós mesmos, fazendo tudo com coração puro, sem buscar autopromoção (Êx 20:8; Mt 12:50; 23:15-17; 1 Jo 2:17).
4. O quarto mandamento ordena guardar o sábado, lembrando que Deus concluiu a criação e descansou no sétimo dia. Ao soprar o fôlego de vida no homem, Deus formou nele um espírito para recebê-Lo e permitir que Ele governasse sua alma e seu corpo. O homem, portanto, não foi criado para realizar a obra divina pela própria capacidade, mas como vaso por meio do qual Deus cumpre Sua vontade. Quando cremos Nele e em Sua Palavra, permitimos que realize a obra da nova criação em nós e por nosso intermédio. Assim, não dependemos das forças naturais, mas descansamos no poder do Espírito, que nos transforma. Quando o Senhor voltar, essa transformação findará, e Cristo Se manifestará em nós (Êx 20:8-11; Hb 4:3-4; Gn 2:7).
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